Sistema de Gestão Integrado (SGI)
Data de emissão:
Pendente de validação
Elabora:
ESGI
Aprova:
CEO
Versão:
002
Plano de Emergência Resumido
Código: PRO-015
Introdução

O presente documento apresenta os planos de resposta a emergências da FACASI — Comércio Geral e Prestação de Serviços, em cumprimento do requisito de preparação e resposta a emergências da norma ISO 45001:2018 (cláusula 8.2).

Os cenários de emergência aqui previstos foram considerados em função das atividades da organização: inspeção industrial, ensaios não destrutivos (END/NDT), medição de espessura por ultrassom (UTM), manutenção, reparação, logística, apoio a operações e limpeza de tanques, executadas frequentemente em instalações de clientes do setor de óleo e gás.

Nota importante: quando os trabalhos decorrem em instalações de clientes, aplicam-se cumulativamente os planos de emergência da instalação onde a equipa se encontra. Antes do início de qualquer trabalho, o Coordenador/Fiscalizador assegura que a equipa conhece os procedimentos de emergência, os pontos de reunião e os contactos de emergência do local.

Requisitos Legais Aplicáveis

Pendente de validação pela organização. O levantamento da legislação angolana aplicável em matéria de segurança e saúde no trabalho, resposta a emergências e atividades do setor petrolífero deve ser realizado pela organização, com apoio de assessoria jurídica, e registado nesta secção.

Este levantamento deverá identificar, no mínimo: a legislação geral de segurança e saúde no trabalho em vigor em Angola; a regulamentação específica aplicável ao setor de óleo e gás; os requisitos de comunicação de acidentes de trabalho às autoridades competentes; e quaisquer requisitos contratuais de SST exigidos pelos clientes.

Após a sua definição, os requisitos legais identificados devem ser mantidos atualizados e a sua conformidade avaliada periodicamente, conforme a cláusula 9.1.2 da ISO 45001:2018.

Plano de Emergência por Derrames de Sustancias Químicas
Objetivo:

Minimizar os efeitos de um derrame de produtos químicos utilizados nas fumigações, assegurando a proteção dos trabalhadores, do ambiente e das instalações.

Ações INMEDIATAS:
  • Identificação do derrame: Reconhecer rapidamente o tipo de substância química envolvida, usando fichas de dados de segurança (FDS).
  • Evacuação da área: Isolar a área afetada e evacuar o pessoal não essencial para reduzir a exposição.
  • Equipamento de proteção pessoal (EPI): Fornecer o EPI adequado (luvas, respiradores, fatos de proteção) às equipas de resposta.
  • Contenção: Utilizar barreiras absorventes ou material inerte para conter o derrame e evitar a sua propagação.
  • Neutralização: Aplicar os procedimentos de neutralização específicos para a substância derramada.
  • Ventilação: Assegurar uma ventilação adequada da área para reduzir a concentração de vapores tóxicos.
Ações POSTERIORES:
  • Limpeza e desinfeção: Limpar a zona afetada usando procedimentos aprovados.
  • Eliminação de residuos: Armazenar e eliminar os resíduos de acordo com as normativas locais.
  • Informe: Elaborar um informe do incidente e atualizar os procedimentos si é necessário.
Plano de Emergência por Exposição a Substâncias Químicas Tóxicas
Objetivo:

Responder eficazmente perante a exposição acidental dos colaboradores a substâncias químicas tóxicas, evitando danos maiores à saúde.

Ações INMEDIATAS:
  • Retirada do pessoal afetado: Mover imediatamente o colaborador para uma zona segura e ventilada.
  • Avaliação médica imediata: Administrar os primeiros socorros conforme os protocolos da ficha de dados de segurança (FDS) da substância.
  • Uso de EPP adequado: Assegurar que a equipa de resposta utilize o EPI correto para manusear a substância e assistir o afetado.
  • Chamada de emergência: Contactar os serviços médicos de emergência, informando sobre o produto químico e a natureza da exposição.
  • Fornecimento de oxigénio: Se se tratar de uma exposição inalatória, fornecer oxigénio se estiver disponível, conforme as instruções dos paramédicos.
Ações POSTERIORES:
  • Atenção médica especializada: Assegurar que o afetado receba tratamento médico adequado e acompanhamento clínico.
  • Avaliação da exposição: Realizar uma análise do incidente para identificar a causa da exposição e ajustar as medidas preventivas.
  • revisão dos protocolos: Rever os procedimentos de trabalho e reforçar a formação do pessoal no manuseamento seguro de substâncias perigosas.
Plano de Emergência por Incêndio ou Explosão
Objetivo:

Proteger os colaboradores e as instalações em caso de incêndio ou explosão causada pela inflamabilidade dos produtos químicos utilizados em fumigações.

Ações INMEDIATAS:
  • Alarma: Ativar o alarme de emergência e notificar os bombeiros. (911)
  • Evacuação: Evacuar imediatamente todo o pessoal seguindo as rotas de evacuação estabelecidas.
  • Corte de fornecimento elétrico: Interromper o fornecimento elétrico e de gás para evitar a propagação do fogo.
  • Equipa de combate a incêndios: Os brigadistas de emergência, equipados com EPI adequado, usarão extintores e mangueiras conforme o tipo de incêndio (ABC ou CO2, conforme a substância).
  • Isolamento de produtos químicos: Retirar, se for possível, os produtos químicos inflamáveis ou explosivos próximos da fonte do fogo.
Ações POSTERIORES:
  • Investigação: Investigar a causa do incêndio ou explosão para prevenir futuros incidentes.
  • Reparação de danos: Coordenar a reparação de equipamentos e infraestrutura afetados pelo incidente.
  • Revisão do plano de emergência: Ajustar os planos e protocolos em função das lições aprendidas.
Plano de Emergência por Fuga de Gases Tóxicos
Objetivo:

Proteger o pessoal e a comunidade em caso de uma fuga de gases tóxicos derivados das substâncias químicas usadas em fumigações.

Ações INMEDIATAS:
  • Deteção da fuga: Usar dispositivos de monitorização de gases para identificar a fuga rapidamente.
  • Evacuação: Evacuar a zona afetada e ativar o plano de evacuação para áreas vizinhas se a fuga for grave.
  • Ventilação natural: Abrir portas e janelas para facilitar a dispersão do gás, evitando a sua concentração.
  • Equipamento de proteção respiratória: Fornecer máscaras com filtro adequado (dependendo do tipo de gás) ao pessoal de resposta.
  • Fecho da fonte: Se for seguro fazê-lo, cortar o fornecimento ou fechar válvulas que gerem a fuga.
Ações POSTERIORES:
  • Monitorização do ar: Medir a concentração do gás até que se alcance um nível seguro.
  • Reparação da fuga: Reparar a fonte da fuga para evitar futuros incidentes.
  • Revisão do plano: Rever e atualizar os procedimentos de manuseamento de gases e equipamentos de deteção.
Plano de Emergência por Intoxicação de pessoal ou Terceiros
Objetivo:

Responder rapidamente perante um caso de intoxicação de pessoal ou terceiros devido a exposição acidental a produtos químicos utilizados nas fumigações.

Ações INMEDIATAS:
  • Identificação do produto: Determinar a substância química envolvida e a sua via de entrada (inalação, ingestão, contacto dérmico).
  • Primeros auxilios: Proporcionar primeiros socorros de acordo com as instruções das FDS (lavagem dos olhos, descontaminação, administração de antídotos, etc.).
  • Atenção médica imediata: Chamar os serviços médicos e fornecer a informação do produto químico à equipa médica.
  • Notificação a as autoridades: Informar as autoridades locais caso haja afetados externos (terceiros) ou se o incidente tiver impacto ambiental significativo.
Ações POSTERIORES:
  • Monitorização do pessoal afetado: Fazer acompanhamento médico aos trabalhadores expostos para prevenir complicações.
Plano de Emergência por Inundação
Objetivo:

Proteger a segurança do pessoal, preservar os produtos químicos armazenados e minimizar os danos à infraestrutura em caso de inundação.

Ações INMEDIATAS:
  • Ativação do alerta: Monitorizar as previsões meteorológicas e alertar o pessoal perante a possibilidade de uma inundação iminente.
  • Evacuação preventiva: Se se identifica uma inundação iminente, devem evacuar-se de maneira ordenada todas as áreas de risco, seguindo as rotas de evacuação designadas.
  • Proteção de sustancias químicas: Transferir produtos químicos perigosos, inflamáveis ou reativos para áreas seguras e elevadas para evitar contacto com a água, utilizando procedimentos de manuseamento seguro.
  • Corte de energia: Desligar as fontes de energia elétrica para prevenir curtos-circuitos ou incêndios causados pela água.
  • Bloqueio de entradas de água: Utilizar barreiras ou sacos de areia nas áreas mais vulneráveis para evitar a entrada massiva de água nas instalações.
Ações POSTERIORES:
  • Inspeção de danos: Realizar uma inspeção exaustiva das instalações uma vez que a inundação tenha passado, priorizando o armazenamento de produtos químicos para identificar possíveis fugas.
  • Limpeza e descontaminação: Caso a água tenha entrado em contacto com produtos químicos, seguir os procedimentos de limpeza e descontaminação adequados e gerir os resíduos conforme as normativas ambientais.
  • avaliação da infraestructura: Avaliar os danos estruturais nos edifícios e equipamentos críticos, como sistemas elétricos e de ventilação, para garantir que sejam seguros antes de retomar as atividades.
  • Restabelecimento de operações: Retomar as atividades da empresa apenas depois de se ter verificado que todas as áreas afetadas são seguras e que os produtos químicos armazenados não representam risco.
Ações DE prevenção A LARGO PLAZO:
  • Mapeamento de áreas de risco: Identificar e mapear as áreas mais vulneráveis a inundações dentro e em redor da empresa.
  • Armazenamento em altura: Criar áreas específicas de armazenamento elevado para produtos químicos, minimizando o risco de contacto com a água em caso de futuras inundações.
  • Sistemas de drenaje: Melhorar os sistemas de drenagem no perímetro das instalações para evitar a acumulação de água.
  • Simulacros periódicos: Realizar simulacros anuais para preparar o pessoal em caso de evacuações por inundação.
Ações CORRECTIVAS:
  • Formação do pessoal: Formar o pessoal sobre o manuseamento seguro de substâncias químicas durante inundações e o uso adequado de equipamentos de proteção pessoal (EPI).
  • revisão do protocolo: Avaliar e atualizar periodicamente o plano de emergência por inundação baseado na experiência de incidentes prévios e na evolução dos riscos ambientais.
  • revisão do protocolo de manejo de sustancias: Avaliar o incidente e reforçar os procedimentos de manipulação e armazenamento de substâncias perigosas.
Histórico de Versões
Versão Data Descrição Aprova
002 Pendente de validação Original CEO